Centro Regional do INACOM pretende alargar serviços ao Cuchi e Cuito Cuanavale

Centro Regional do INACOM pretende alargar serviços ao Cuchi e Cuito Cuanavale
INACOM News


Os Centros Regionais são criados ao nível local sob superintendência do INACOM  e dirigidos por um chefe de departamento, de acordo com a legislação em vigor.

Sua missão é dar continuidade, localmente, da acção de monitorização e fiscalização e demais serviços prestados pelo INACOM, visando regular o mercado das comunicações electrónicas.

Cuando Cubango é uma das províncias que alberga um Centro Regional de Monitorização e Fiscalização que num esforço titânico procura resolver diferentes situações que vão surgindo, tendo em conta dificuldades conjunturais relativas à quantidade de recursos humanos, recursos económicos e, principalmente, à extensão territorial de uma província sem vias adequadas de circulação que interliguem as suas principais localidades.

Manuel Bututo Calenga é o Chefe do Centro Regional naquela província e traz-nos uma imagem relativa ao trabalho em curso naquela região à Sudeste de Angola.

INACOM News – Que municípios estão abrangidos pelos serviços de fiscalização e monitorização do INACOM na província e quantas empresas e agentes comerciais dos serviços de comunicações electrónicas tem controlados?

Manuel Calenga – Em termos de fiscalização e monitorização ao nível da província do Cuando Cubango, apenas no município sede, Menongue, temos um controlo efectivo de empresas e agentes comerciais de serviços de comunicações electrónicas. Podemos considerar que apenas as empresas situadas no município sede, com algumas dependências nos municípios de Mavinga, Cuito Cuanavale e Calai estão sob monitorização e fiscalização, num total aproximado de 52, dentre empresas operadoras e agências de vendas.

INACOM News – Como tem sido o dia-a-dia do Centro nessa fase de isolamento social?

Manuel Calenga – Ora bem, em face ao isolamento social que vivemos,  notamos  uma redução gradual da procura dos nossos serviços, isso no que toca a legalização de agentes comerciais. Relativamente ao serviço de fiscalização, ocorreu também uma redução de vistorias à empresas e à identificação de novos estabelecimentos devido a condicionantes oficiais, antes, do Estado de Emergência e, agora, do Estado de Calamidade.

INACOM News – Numa fase em que o consumo dos serviços de comunicações electrónicas se tornou imprescindível na vida da maioria dos cidadãos, que avaliação faz dos prestadores destes serviços na província?

Manuel Calenga – Tendo em conta o surgimento repentino do isolamento social e cercas sanitárias, acrescido ainda ao facto de a província, se não mesmo o país, viver essencialmente de importação de meios e acessórios básicos dos serviços de comunicação, todos esses factores limitaram os prestadores de serviços, de sorte que, não se esteja dando  respostas cabais à procura por parte dos consumidores que, como se sabe, intensificaram a busca e utilização desses serviços em grande medida por razões de necessidades de realizações de diversas operações com recurso ao serviços de comunicações electrónicas a partir de casa, o que de alguma forma também tem gerado congestionamentos na rede.  Assim sendo, a avaliação que fazemos desses serviços na província é deficitária. 

INACOM News – Ao se aproximar a fase de desconfinamento social, que perspectivas para os projectos do INACOM na província?

Manuel Calenga – Com o desconfinamento social, perspectivamos continuar a intensificar a monitorização e fiscalização em Menongue, e  alargar o  raio de fiscalização e monitorização para abranger os municípios do Cuchi e Cuito Cuanavale, numa primeira fase, enquanto se aguarda pelas melhorias das vias de acesso aos demais municípios.
Outra  tarefa  essencial que  perspectivamos é a conjugação de esforços junto às operadoras de telefonia móvel, no sentido de expandirem a cobertura da rede móvel a nível da província, com vista a inclusão na sociedade de informação e do conhecimento, das populações nas localidades da Jamba, Luiana, Mucusso e demais circunscrições territoriais que integram a Bacia do Okavango e do projecto KAZA. 

INACOM News – É suposto haver interferências do sinal de operadores de telecomunicações estrangeiros nas zonas fronteiriças. Que solução se vislumbra para minimizar a situação?

Manuel Calenga – Para superar ou minimizar a interferência do sinal de operadores de telecomunicações estrangeiros nas zonas fronteiriças, julgamos ser imperioso a realização de  maiores investimentos em sistemas semelhantes ou de superior qualidade aos  instalados pela parte contrária nas respectivas zonas, isto é, instalação de equipamento 3G ou 4G, de maneiras a estar nas mesmas ou em melhores condições que os nossos congéneres vizinhos.
 

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